A ministra do Tribunal Superior do Trabalho (TST) Morgana de Almeida é a nova integrante da Academia Brasileira de Direito do Trabalho (ABDT). A posse ocorreu na sexta-feira (15), na sede do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (TRT-PR), corte de origem da magistrada. Eleita pela ABDT em dezembro de 2025, a ministra assumiu a cadeira nº 7, que tem como patrono o jurista Carlos Maximiliano Pereira dos Santos. A vaga havia sido ocupada anteriormente pelo ministro João Oreste Dalazen, falecido em 2024 e também oriundo do TRT-PR.
A cerimônia foi aberta pelo presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região, o desembargador Arion Mazurkevic. Representando a Academia Brasileira de Direito do Trabalho, participou o acadêmico e desembargador do TRT-CE Paulo Regis Machado Botelho. A condução da mesa solene ficou sob responsabilidade do acadêmico e advogado Célio Pereira Oliveira Neto, enquanto a apresentação oficial da ministra foi realizada pelo acadêmico e desembargador aposentado Ney José de Freitas.
Em seu discurso, a ministra Morgana de Almeida, natural de Toledo (PR), agradeceu à família e aos colegas e declarou ser uma honra que sua posse na ABDT tenha ocorrido no tribunal do qual é “filha”, e no qual exerceu a magistratura por 29 anos. Ela destacou também as mulheres que a influenciaram, como a mãe professora de geografia que a ensinou sobre a importância do conhecimento e da ética.
A acadêmica homenageou seus professores e refletiu sobre o papel civilizatório do Direito do Trabalho e os desafios que o século XXI traz a esse ramo do judiciário. Mencionou a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), que considera um dos grandes materiais jurídicos do século XX, e que continua mantendo “tamanha centralidade na vida nacional”. Frisou, ainda, a importância de se instituir o Código de Processo do Trabalho.
Em outro momento, a ministra abordou temas da vida social, como a liberdade de expressão e o consumo acelerado de informações – e sem nenhuma reflexão – na era da internet e das redes sociais. “Por isso as academias importam”, disse, ao fazer menção à necessidade de armazenamento e análise de informação e de conhecimento que são necessários à vida humana.
Antes da solenidade, a atriz curitibana Simone Spoladore apresentou um recital de poesias com obras das escritoras paranaenses Helena Kolody, Adélia Maria Woellner, Alice Ruiz e Luci Collin.





























